O Que é dengue?
A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus chamado
flavivirus, e transmitida ao homem principalmente pelo mosquito Aedes aegypti.
O Aedes aegypti é menor que um pernilongo/muriçoca comum. A
foto acima mostra o mosquito aumentado em mais de dez vezes.
Como se Transmite?
O mosquito transmissor da dengue é o Aedes aegypti. Ele é originário
da África e também é responsável pela dengue hemorrágica (febre hemorrágica).
Seu ciclo apresenta quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto,
ilustrados abaixo, em tamanho ampliado.
A fêmea do Aedes aegypti pode voar até três quilômetros em
busca de locais para depositar seus ovos.
Ciclo de transmissão da dengue
Ciclo se inicia quando a fêmea do Aedes aegypti pica uma pessoa com dengue. O tempo necessário para o vírus se reproduzir no organismo do mosquito é de 8 a 12
dias. Após isso, ele começa a transmitir o vírus causador da doença.
Esse mesmo mosquito, ao picar um ser humano sadio, transmite o vírus para o sangue dessa pessoa. Dentro de um tempo, que varia de 3 a 15
dias, a doença começa a se manifestar. A
partir daí o ciclo pode voltar a se repetir, caso essa segunda pessoa seja
picada por outro Aedes aegypti.
Uma pessoa com dengue não transmite dengue para outra sadia,
seja por contato direto, alimentos, água ou quaisquer objetos.
Vale a pena lembrar que a dengue só é transmitida pela fêmea
infectada do Aedes aegypti.
O vírus que causa a dengue possui quatro variações, classificadas como DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A pessoa infectada adquiriu um destes tipos. Se essa pessoa contrair a doença outras vezes e por outros tipos do vírus, aumentam as chances de desenvolver a dengue hemorrágica ou com
complicações.
Depois de adulto, o mosquito Aedes aegypti vive, em media, de 30 a 35 dias.
A fêmea do Aedes aegypti põe ovos de 4 a 6 vezes durante sua
vida. Ela pode colocar mais de 100 ovos de cada vez, em locais
preferencialmente com água limpa e parada.
O Aedes aegypti costuma picar as pessoas durante o dia.
Quem contamina o ser humano é a fêmea do mosquito, enquanto
o macho apenas se alimenta de seiva de plantas. A fêmea precisa de uma substância
do sangue (a albumina) para completar o processo de amadurecimento de seus
ovos.
Os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver até 450 dias ( aproximadamente 1 ano e 2 meses), mesmo que o local onde ele foi depositado fique seco. Se este
local receber água novamente, o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar
em pupa e depois em larva, e, a partir daí, atingir a fase adulta de 2 a 3
dias. Essa alta resistência dos ovos é um dos fatores que dificultam a
erradicação desse mosquito.
Pratos de plantas podem virar criadouros, por isso é
importante preenchê-los com areia, pois a areia não interfere no crescimento e desenvolvimento das plantas e flores.
Como é o tratamento
Ainda não existe vacina para a dengue, normalmente a doença
dura de 5 a
7 dias.Quem está com dengue deve ficar em repouso e beber muita
água.
Não há um tratamento especifico para a doença. As medicações
utilizadas são analgésicos (remédios para aliviar a dor) e antitérmicos (para
diminuir a febre). No entanto, nunca se deve tomar medicamentos sem orientação
médica.
É importante que uma pessoa com dengue, que apresente dores muito fortes na barriga e ou vômitos persistentes, mal-estar com transpiração
abundante, fraqueza muscular, sonolência e ou irritabilidade, dificuldade para respirar, hemorragias ( sangue nas fezes ou nos vômitos), diminuição na
qualidade de urina e queda de temperatura, deve ser encaminhada imediatamente para uma unidade de saúde.
A pessoa doente NÃO pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, pois esta substancia aumenta o risco de hemorragia.
Dengue – É preciso prevenir!
Importância da participação ativa de todos os setores da
sociedade.
O controle da dengue exige um esforço de todos os
profissionais de saúde, gestores e população. Não se combate a dengue sem parcerias. É preciso envolver outros setores da administração do município, como limpeza urbana, saneamento, educação, turismo, meio ambiente, entre outros.
É importante lembra que, para se reproduzir, o mosquito Aedes
aegypti se utilizar de todo tipo de recipiente que as pessoas costumam usar nas atividades do dia-a-dia: garrafas e embalagens descartáveis, latas, pneus, plásticos, entre outros. Estes
recipientes são normalmente encontrados a céu aberto, nos quintais das casas,
em terrenos baldios e mesmo em lixões.
É preciso que as ações para o controle da dengue garantam a
participação efetiva de cada morador na eliminação de criadouros já existentes
ou de possíveis locais para reprodução do mosquito.
O acondicionamento e o destino adequado do lixo são problemas que atingem toda a população, tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais.
Medidas para prevenção da dengue
Cuidados fora da casa
- Limpar as calhas e lajes das casas. Se houver piscina, lembrar aos moradores de que a água deve ser sempre tratada.
- Manter recipiente/locais de armazenamento de água, como caixas d’água, poços, latões e tambores, bem fechados, bem fechados.
- Guardar garrafas vazias de boca para baixo.
- Eliminar a água acumulada em plantas, como bambus, bananeiras, bromélias, gravatás, babosa, espada de São Jorge, dentre outras.
- Entregar pneus inutilizados para a equipe de limpeza pública, ou orientar a quem quiser conservá-los que o faça em locais protegidos da água da chuva.
- Verificar se existem pneus, latas ou qualquer outro objeto que possa acumular água nos terrenos baldios.
- Identificar, na vizinhança, a existência de casas desocupadas e terrenos vazios, e localizar os donos para verificar se existem criadouros do Aedes aegypti.
- Entregar pneus inutilizados para a equipe de limpeza pública, ou orientar a quem quiser conservá-los que o faça em locais protegidos da água da chuva.
- Verificar se existem pneus, latas ou qualquer outro objeto que possa acumular água nos terrenos baldios.
- Identificar, na vizinhança, a existência de casas desocupadas e terrenos vazios, e localizar os donos para verificar se existem criadouros do Aedes aegypti.
Cuidados dentro de casa
- Evite, sempre que possível, o uso de pratos nos vasos de plantas. Caso opte por sua utilização, não deixe acumular água neles e nos xaxins. Coloque areia, preenchendo o prato até sua borda, ou lave-o, semanalmente, com esponja ou bucha e sabão, para eliminar completa os ovos do mosquito.
- Lave os bebedouros de animais com escova, esponja ou bucha, e troque a água pelo menos uma vez por semana.
- Não deixe qualquer depósito de água aberto (ex: potes, tambores, filtros, tanques e outros). Como o mosquito é bem pequeno, qualquer fresta, neste tipo de deposito, é suficiente para a fêmea conseguir colocar ovos e inicia um novo ciclo.
Cuidados com o lixo
- Não jogar lixo em terrenos baldios.
- Manter o lixo tampado e seco até seu recolhimento.
- Tampar as garrafas antes de colocá-las no lixo.
- Separar copos descartáveis, tampas de garrafas, latas, embalagens plásticas, enfim, tudo que possa acumular água. Fechar bem em sacos plásticos e colocar no lixo.
O acondicionamento e o destino adequado do lixo são problemas que atingem toda a população, tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais.
Ao
orientar os moradores para selecionar os recipientes os recipientes e
guarda-los de forma adequadas, você contribui para evitar que sejam jogados em
rios ou deixados a céu aberto, trazendo outros problemas para a comunidade
(como de ratos e de outros animais, entupimento de bueiros, dentre outros ).
A
educação em saúde e a participação comunitária devem ser promovidas para que a
comunidade adquira conhecimentos e consciência do problema, e possa participar
efetivamente.
Discuta
com a comunidade as possibilidades de novos destinos para o lixo reciclável.
Esta casa recebeu a visita da
equipe ACS. Compare com a casa acima. Identifique o que mudou depois que os
moradores tomaram os devidos cuidados para evitar a proliferação do Aedes
aegypti.
Devemos todos investir numa nova
concepção e relação com o meio ambiente, na construção ambiental.
Existem muitos projetos de
reaproveitamento/reciclagem de lixo, que podem e devem ser envolvidos para
contribuir no controle da dengue. Você também deve estimular a comunidade a
ajudar instituições que recolhem vidros, latas e embalagens de plástico. Eles
podem ser vendidos em usinas de reciclagem.
Por que os casos de dengue aumentam no verão?
Porque no verão faz mais calor e
chove muito, aumentando os locais com água parada, os quais podem se tornar
criadouros do mosquito da dengue.
Se nos locais que se enchem de
água já existirem ovos do Aedes aegypti, eles ficam novamente ativos, evoluindo
para o estágio de larvas, que se transformarão em mosquitos. O calor acelera o
ciclo do mosquito, de ovo a adulto, que ocorre em menos dias, contribuindo para
aumentar a sua população.
Da
mesma forma, o calor também acelera a multiplicação do vírus dentro do
mosquito. Com isso, no verão (época geralmente mais quente do ano), uma fêmea
do mosquito infectada tem mais chances de transmitir a doença antes de morrer.
Da mesma forma, o calor também
acelera a multiplicação do vírus dentro do mosquito. Com isso, no verão (época
geralmente mais quente do ano), uma fêmea do mosquito infectada tem mais
chances de transmitir a doença antes de morrer.
“A reprodução do mosquito não
para. Por isso, é preciso ficar alerta com a dengue, em todas as épocas do
ano.”
Trabalhando em Equipe
Para diminuir os casos de dengue
é preciso interromper a cadeia de transmissão. E a única forma é eliminar os
criadouros do mosquito.
Os profissionais das Unidades
Básicas de Saúde (USB) são responsáveis pelas ações de prevenção e controle da
dengue. Estas ações devem fazer parte das rotinas e estar integradas às demais
ações desenvolvidas nestas unidades.
As ações de vigilância em
saúde/controle da dengue devem ser desenvolvidas no cotidiano das equipes de
Atenção Básica/Saúde da Família.
Não
somente os Agentes Comunidade de Saúde, mas todos os profissionais das Equipes
Saúde da Família, tem importante papel e contribuição no desenvolvimento destas
ações. Os gestores municipais e os profissionais devem estabelecer fluxo e
protocolos
Competências do Agente de Controle de Endemias
- Encaminhar os casos suspeitos de dengue à UBS, responsável pelo território;
- Atuar junto aos domicílios, informando seus moradores sobre a doença – seus sintomas e riscos – sobre o agente transmissor e medidas de prevenção;
- Informar o responsável pelo imóvel não residencial, sobre a importância da verificação da existência de larvas ou mosquitos transmissores da dengue;
- Vistoriar imóveis não residenciais, acompanhado pelo responsável, para identificar locais e objetos que sejam ou possam se transformar em criadouros de mosquito transmissor da dengue;
- Orientar e acompanhar o responsável pelo imóvel não residencial na remoção, destruição ou vedação de objetos que possam se transformar em criadouros de mosquito;
- Vistoriar e tratar com aplicação de larvicida, caso seja necessário, os pontos estratégicos;
- Vitoriar e tratar os imóveis cadastrados e identificados pelo ACS, que necessitem do uso de larvicidas e/ou remoção mecânica de difícil acesso, que não possam ser eliminados pelo ACS;
- Nos locais onde não existir ACS, seguir a rotina de vistoria dos imóveis e, quando necessário, aplicar larvicida;
- Elaborar e/ou executar estratégias para o encaminhamento das pendências (casas fechadas e/ou recusas do morador em receber a visita);
- Orientar a população sobre a forma de evitar locais que possam oferecer riscos para a formação de criadouros do Aedes aegypti;
- Promover reuniões com a comunidade, com o objetivo de mobilizá-la para as ações de prevenção e controle da dengue;
- Notificar os casos suspeitos de dengue, informando a equipe da Unidade Básica de Saúde;
- Encaminhar ao setor competente a ficha de notificação da dengue, conforme estratégia local.
Competências do Agente Comunitário de Saúde
- Encaminhar os casos suspeitos de dengue à Unidade básica de Saúde, de acordo com as orientações da Secretaria Municipal de Saúde;
- Atuar junto aos domicílios, informando aos seus moradores sobre a doença – seus sintomas e risco – sobre sintomas e riscos – sobre o agente transmissor e as medidas de prevenção;
- Informar o morador sobre a importância da verificação da existência de larvas ou mosquitos transmissores da dengue no domicilio e peridomicio, chamando a atenção para os criadouros mais comuns na sua área de atuação;
- Vistoriar o domicilio e peridomicilio, acompanhar pelo morador, para identificar locais e objetos que sejam ou possam se transformar em criadouros de mosquito trasmissor da dengue;
- Orientar e acompanhar o morador na remoção, destruição ou vedação de objetos que possam se transformar em criadouros de mosquito;
- Caso seja necessário, remover mecanicamente os ovos e larvas do mosquito;
- Encaminhar ao agente de controle de Endemias (ACE) os casos de verificação de criadouros de difícil acesso ou que necessitem do uso de larvicidas/biolarvicidas;
- Promover reuniões com a comunidade, com o objetivo de mobilizá-la para as ações de prevenção e controle da dengue, bem como conscientizá-la quando à importância de que todos os domicílios em uma área infestada pelo Aedes aegypti sejam trabalhados pelo Agente de Controle de Endemias;
Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde/MS
“Dengue, um assunto que ainda está longe de ter um fim”
Não
adianta, se cada um parte para o outro fazer, porque sem o compromisso da
comunidade, o combate a dengue é pouco eficaz.
Tanto
se fala sobre o assunto, como se transmite, onde o mosquito se procria e mesmo
assim com poucas chuvas os focos do mosquito ainda estão sendo encontrados e o
mais alarmante, eles estão dentro das casas e o que é ainda pior nos utensílios
usados no dia a dia do morador.
Por
mais que se relacione Dengue ao lixo, o que mais ocorre em Carmo da Mata é os
agentes encontrarem focos nos pratinhos de plantas, coisa que até pouco tempo
tinha diminuído e estava sendo raro acontecer, em água de galinha, água de
cachorro e em lonas usadas na maioria das vezes para cobrir material de
construção, madeira, mas que na verdade devido seu estado de conservação não
cobrem nada e servem apenas como criadouro para o mosquito que põem seus ovos
nas suas dobras onde acumulam pequenas quantidades de água.
De
janeiro a abril foram 30 casos notificados, 15 casos confirmados, 5 casos
descartados e os outros 10 estão sendo investigado, mas a situação ainda pode
piorar a exemplo de cidades próximas onde as notificações já passaram de 1000.
Existem
pontos na cidade que precisam de vigilância constante, terrenos, lotes,
fundições abandonadas, mas sem o comprometimento da população no que é de sua
responsabilidade todo o trabalho do agente será em vão. “Não adianta o agente
trabalhar como lixeiro, coisa que é de responsabilidade do morador e não pode
ser eliminado durante o trabalho.”
Então evite
lonas desnecessárias, mas se ainda forem de utilidade que sejam verificadas
sempre, os pratinhos devem ser furados ou cheios com areia até a borda e
recipientes destinados a água de galinha e cachorros devem ser lavados com
água, escova ou vassoura e sabão pelo menos duas vezes por semana.
Pequenas
medidas como essas são de grande valia no combate ao mosquito.
Dengue é
responsabilidade de todos ou acabamos com ela ou ela acaba com a gente.
Fonte: Secretaria de Saúde de Carmo da Mata e coordenação/
Supervisão de Endemias